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O LADO POSITIVO DO ORGULHO

No senso comum, a palavra "orgulho" tem um sentido negativo. Escutamos frequentemente: " fulano é orgulhoso demais..." sinônimo de pedantismo, arrogância e por aí afora.
Gostei do significado que achei no dicionário informal:

"Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de maneira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio."

Pois é: estou cá escrevendo para confirmar meus instintos e modo de ser. Desde que não prejudique ninguém, parto do princípio de que toda pessoa deve ser respeitada como é. E me orgulho muito de ser assim e não assado. Durante esses últimos tempos, quando tentei retomar relações que eu própria cortei por estar muito agressiva, impulsiva, doente da alma e padecendo da doença do afeto, percebi que não era suficiente para as pessoas que eu agradecesse que elas voltassem à minha vida virtual. Elas queriam continuar a me ignorar. Isso, para quem está doente, é um veneno. Para quem não acredita em pisotear nas pessoas, é autoagressão. Para quem tem orgulho, é um basta.

Vão todos para onde quiserem. Remoam, mastiguem, façam planos de vingança, de pisoteamento como em shows gratuitos de ídolos em outras pessoas que estejam dispostas a se sentirem  culpadas e merecedoras desse capítulo de novela mexicana a la Usurpadora.
Não devo nada a ninguém nesse momento. Os falsos amigos, os quiabos da minha vida, as pessoas rancorosas, os de perfil político, os de cabeça oca o suficiente para mudar conforme minha doença me transformou nesses meses é que me devem. Os que não leram absolutamente nada sobre a minha doença para me ajudar, os que não tiveram um minuto para bater no Google - o que é depressão mas passam horas no Facebook desde a postar selfies de perda de 250g de gordura velha a curtir o peido de um mosquito para agradar algum "amigo" que agora está fazendo sucesso. E isso inclui família. Família que ninguém imagina, porque é algo ainda inaceitável. Todas as máscaras venezianas estão no lugar. E não sei competir com isso.
Família sim, gente que tem um discurso bonito para colocar em prática - " vou retribuir exatamente na mesma moeda o amor e atenção que me derem." Mas só vale pra você. Não pros filhos da criatura, nem seu genro, nem sua futura nora, nem pra ninguém mais. Só pra você, dona depressiva. Justo pra toi. Por isso, vai morrer sentada esperando seu telefone tocar. (Mas quem disse que eu quero que ele toque? Eu?)
Ser lembrada e procurada, na minha vida teve a ver com salto alto, dirigir carro do ano, estar maquiada, sorrir muito, ter uma bela casa, um cargo de chefia e não ter depressão. E não precisar de ninguém.
E vou te contar um segredo, caso  já não tenho descoberto por si mesmo: dói demais descobrir que as pessoas que você achava que seriam as primeiras a te dar apoio são as primeiras a vestir a camisa escrita nas costas: se precisar de mim, não conte comigo. Dói mais a descoberta do que qualquer outra coisa. A ilusão pode ferir mais do que uma surra, eu acho.
E se algumas pessoas se afastassem um pouquinho só de alguns familiares para ver  a paisagem que quem não estava embolado com eles, vê.... Ow, céus. Parafraseando uma grande demarcadora de território, estrategista e doutora em manipulação, "uns nunca me enganaram". Mas vão enganar essa panela familiar até esse país ser justo e transparente politicamente.
Simbolicamente, o processo familiar cobre umas cinco mesas, cá entre nós. Ninguém vai ficar sabendo disso. Serão coisas do passado, eternizados em minha mente pelo aprendizado.
Mas quem pode salvar é o orgulho na sua forma mais positiva. Eu não fiz nada de errado. Eu não pedi para ficar doente. Eu tenho tantos defeitos quanto os que as pessoas tentam esconder se fazendo de santas. Eu não tenho medo algum de falar de moral, de Deus. Aliás, não tomo sustos quando falo de Deus. Porque até isso eu vi. Eu nunca tive tempo de rir da desgraças dos outros porque estava cuidando da minha vida. Minha casa nunca foi QG de maledicência. O poder na profissão que eu já tive nunca me subiu. Aliás, sempre se manteve onde era pra estar. Mas aprendi que a ignorância ronda o poder público também nas suas esferas mais baixas. Uma diretora de escola se "achar"? Se achar o que, pelo amor de Cristo? Uma coitada, como qualquer funcionário público que trabalha como um camelo numa escola pública que tem trabalho demais para funcionário de menos.
O orgulho bom é você saber que fez sua parte quando está boa para reatar relações. Começar conversas de novo. Rir novamente com aquelas pessoas engraçadas e espirituosas.
Se elas estão cegas e acham que vôcê vai lamber o chão que elas pisam, só me resta lamentar. Por quê essa necessidade? Coisas de tortura...de ódio. Lamberei com prazer o chão que Deus pisa. Alguém mais humilde, melhor de coração que eu. Chegar a essa conclusão é ter BRIO.
Alguém que acha engraçado, faz uso de uma expressão: CUIDADO COM O PAVÃO DE HOJE, QUE PODE SER O ESPANADOR DE AMANHÃ - estando exatamente nessa situação e não consegue enxergar porque seu ego não deixa....é bobagem avisar. Aliás, se  faz parte de um povo que anda na turma "ignoro-te", suas mãos ficam atadas. Devem achar que depressão é contagiosa ou algo parecido como lepra e que se pega pelo Facebook. A maledicência pega. Eu estou sendo vítima. A cabeça de muitos não desprega porque Deus fez mil interligações perfeitas no corpo humano, porque a mente está totalmente manipulada por outros.
Mas nada está me deixando melhor do que ser a boa e velha Liza. Simplesmente Eu. Sempre, em qualquer circunstância. Saudações aos que estão passando por depressão. Acreditemos que tem luz no final do túnel. Não nascemos com esse problema, tudo pode ser superado! Mas não se deixe se contaminar pela má vontade das pessoas que muitas vezes dizem que te ajudarão quando você mais precisar. É como pisar numa madeira oca. Tombo na certa... Desapegue dessas pessoas. Você não precisa delas na sua vida. Eu com certeza, não preciso. A impressão cada vez maior que fica é que elas querem é me afundar mais.
Cuidado com os olhos que não sabem te amar. Eles costumam fazer você achar que não vale a pena. Olhe para você com seus olhos lembrando de seus melhores feitos!




 


DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Isso sim é VIVER!

QUANTO TEMPO NÓS TEMOS?


Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". 
Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. 
No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. 
Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. 
Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. 
O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. 
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. 
A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. 
Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. 
A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. 
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. 
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir. Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. 
Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais. 
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. 
Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. 
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação. 
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. 
Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. 
Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. 
Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. 
Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório. No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. 
Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. 
O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. 
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. 
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. 
Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. 
Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". 
Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. 
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. 
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". 
Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. 
Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. 
Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. 
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. 
Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. 
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.
Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:
"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo". 
Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente,com medo de mudar de idéia... 
Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. 
Eu não quero mais me divorciar". Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. 
Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. 
Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. 
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. 
A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". 
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta. 
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. 
Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. 
Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. 
Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. 
Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos.
Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. 
Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. 
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir. 
Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso. 
Créditos: Carlos Azevedo



COISAS QUE APRENDEMOS DEPOIS DOS 40 ANOS


O QUE TRANSBORDA DENTRO DE VOCÊ?



Cada um oferece o que transborda de dentro de si

Cada um oferece aquilo que tem e transborda de dentro de si. 
Uma parreira oferece doce fruto, uma orquídea nos oferece bela flor. Um vulcão só oferece desolamento, calor, mal cheiro e larva, e não é segredo que uma cobra peçonhenta não te oferecerá mais que mortífero veneno.
É bem verdade que podemos reunir tudo isso dentro de nós, mas lembre-se: as pessoas oferecem o que transborda de dentro de si.Quando fizeres o bem a uma serpente, não espere que ela te retribua com uma rosa, por que não é o que transborda de dentro dela.
Quando fizeres bem a uma serpente, faça-o por que é este bem que transborda de dentro de ti, e é justo que compartilhemos o que de bom nós temos em excesso.
Esse deve ser teu único pensamento e expectativa: Dê a quem precisa, não espere de quem não tem. Isto te dará felicidade e te privará de decepções.
E não te eximas de fazer o bem à serpente, por que algumas coisas não nos cabe reprovar ou punir, apenas compreender...
Augusto Branco

Pois cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

UMA DAS MARCAS MAIS FAMOSAS DO MUNDO, SE BASEIA EXATAMENTE NA COMBINAÇÃO DO PRETO E BRANCO

PRETO E BRANCO SÃO AS CORES CHEFE DA  GRIFE CHANEL DESDE A ÉPOCA DE GABRIELLE BONHEUR, NOS TEMPOS DA GUERRA MUNDIAL AINDA. ESSE LINDÍSSIMO SAPATO É DA COLEÇÃO 2014. PRETO E BRANCO - UM DEPENDENDO TOTALMENTE DO OUTRO. ESCOLHA DE SUCESSO!

Bom dia!



Para refletir sobre o dia...problemas, reviver alegrias, passado, atitudes...tomar decisões...perfeito!

ACREDITE - VOCÊ VALE MUITO!

Crédito da Foto: Artistas & Arteiros



"Faz o melhor que podes daquilo que fizeram com você; tenha força, tenha coragem, tenha amor para investir em você mesmo."
E.A.

NÃO SER AMADA POR QUEM SE QUER






"Uma vez amei, julguei que me amariam

Mas não fui amado.

Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal,
não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído."
Alberto Caeiro

AVENIDA BRASIL PELOS OLHOS DE ARNALDO JABOR


Não perco um capítulo da novela Avenida Brasil. Ela chegou em boa (ou má) hora, quando os escândalos em "cachoeira" revelam os intestinos de nossa vida política. Essa novela é um fato novo, porque fala a espectadores da chamada "classe C", essa nova categoria que surge com o crescimento da economia. Muitos diziam: "Ah, classe C? Só veremos banalidades." Nada disso. Talvez tenha aca
bado a luta pelo o ibope mostrando aos pobres as casas luxuosas de Ipanema. Agora, trata-se da vida da classe média sob a influência moral dos dias atuais. A trama dramática da novela se tece com personagens vitais do dia a dia da maioria dos brasileiros. E isso torna os conflitos mais densos, mais gerais, mais profundos. A grande qualidade de Avenida Brasil é a conexão entre um verdadeiro enredo de filme de ação com uma aguda psicologia das personagens populares - que em geral eram criadas como "tipos", apenas. Sem contar os grandes atores como Débora Falabella, Vera Holtz, Murilo Benício e os outros todos. Há uma mutação em curso no País e a novela toca nesse ponto. A psicopatia está virando o tema central de várias novelas recentes. Em Vale Tudo, a mais antiga, tivemos o surgimento de Maria de Fátima, de Glória Pires, a fundadora da psicopatia no ar; tivemos Flora, com Patrícia Pillar, tivemos Tereza Cristina com Cristiane Torloni, tantas. E agora, Adriana Esteves genial como a malvada da hora. Elas variaram entre uma maldade sutil e melíflua, como Flora, até a brutal voracidade de Carminha.
E essa vilãs traçam um retrato de nosso tempo - a psicopatia virou uma forma de viver e de fazer política.
E temos de confessar que as malvadas nos fascinam pela ausência de culpa em seus corações. Na obra de João Emanuel Carneiro houve um diálogo que resume essa doença "pós-utópica" muito bem - Carminha grita para Nina, que chorava: "Não adianta querer me emocionar, porque eu não tenho pena de ninguém - só de mim mesma!" Avenida Brasil tem uma importância cultural e política. Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os cruéis. Não torcemos só pelos mocinhos - a verdade é que os heróis são os canalhas. Por quê? Bem. Talvez os psicopatas sejam o nosso futuro.
Com a exposição de um escândalo por dia, de vampiros, gafanhotos, laranjas e fantasmas, com a propaganda estimulando o sexo sem limites, com a ridícula liberdade para irrelevâncias, temos o indivíduo absolutamente desamparado, sem rumo ético. Isso leva a um narcisismo desabrido, que se torna um mecanismo de defesa. Diante do espetáculo da violência, diante dos cadáveres da miséria, do cinismo corrupto, somos levados a endurecer o coração, endurecer os olhos, para vencer na vida competitiva ou seremos tirados "de linha" como um carro velho. E aí surge o problema: Se não há um Mal claro, como seremos bons? O Mal é sempre o 'outro'. Nunca somos nós. Ninguém diz, de fronte alta: "Eu sou o mal!" Ou: "Muito prazer, Diabo de Oliveira..."
O Bem está virando um luxo e o Mal uma necessidade 'comercial' de sobrevivência. Viver é praticar o Mal. Quem é o Mal? O assaltante faminto ou o assaltado rico? Ou nenhum dos dois? Antigamente, era mole. O Mal era o capitalismo e o Bem o socialismo. Agora, os intelectuais, padres, bondosos profissionais, caridosos de carteirinha, cafetões da miséria, santos oportunistas, articulistas (como eu) estão todos em pânico. Ao denunciar o Mal, vivemos dele. Eu lucro sendo bom e denunciando o Mal. Quanta violência sob a 'santidade',
A loucura é histórica também. Já houve a histeria com a repressão sexual vitoriana, houve o delírio romântico e totalitário, a paranoia do entreguerras. Hoje, o psicopata veio para ficar. A novela acerta em cheio nessa doença.
É fácil reconhecer o psicopata. Ele não é nervoso ou inseguro. Parece sadio e simpático. Ele em geral tem encanto e inteligência, forjada no interesse sem afetividade ou sem culpa para atrapalhar. Ele tem uma espantosa capacidade de manipulação dos outros, pela mentira, sedução e, se precisar, chantagem. Teremos agora a CPI dos psicopatas. Vai ser um show. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações, sempre se achando inocente ou "vítima" do mundo, do qual tem de se vingar. Ele, em geral, não delira. Seus atos mais cruéis são justificados como naturais. Ele não sente remorso nem vergonha do que faz (o que nos dá até certa inveja). Ele mente compulsivamente e, muitas vezes, acredita na própria mentira. Não tem "insights" nem aprende com a experiência, simplesmente porque acha que não tem nada a aprender.
Os chamados comportamentos "humanos" estão se esvaindo. O que é o "humano" hoje? O "humano" está virando apenas um lugar-comum para uma bondade politicamente correta, uma tarefa e (muitas vezes) pretexto para ONGs.
O "humano" é histórico também. Talvez não haja mais lugar para esse conceito mutante. Somos 'máquinas desejantes' que se pervertem com o tempo e a necessidade. Durante a ditadura, todos éramos o Bem. O Mal eram os milicos. Acabou a dita e as "vítimas" (dela) pilharam o Estado. O que é o Bem hoje? Como diz Baudrillard, "contra o Mal, só temos o fraco recurso dos direitos humanos".
No Brasil, o grande Mal, não tem importância. O perigo aqui é o pequeno mal, enquistado nos estamentos, nos aparelhos sutis do Estado, nos seculares dogmas jurídicos, nos crimes que são lei. O perigo são os pequenos psicopatas que, quietinhos, nos roem a vida. Aqui, o perigo é o Bem. O Mal do Brasil não é a infinita crueldade das elites sangrentas; o Mal está mais na sua cordialidade. O Mal está no mínimo.
Como nesta novela, vemos que o Brasil está se dividindo entre babacas e psicopatas. Hoje, os babacas estão tentando seguir os psicopatas, por sua eficiência e falta de escrúpulos. Em breve, seremos todos psicopatas.

Arnaldo Jabor

AOS APAIXONADOS




Dedico esta crônica aos apaixonados, mesmo sabendo que servirá para nada. É inútil falar aos apaixonados. Os apaixonados só ouvem poemas e canções. A paixão, experiência insuperável de prazer e alegria, pelo fato mesmo de ser uma experiência insuperável de prazer e alegria, coloca o apaixonado fora dos limites da razão. Todo apaixonado é tolo. Pode ser que ele escute a fala da razão. Escuta mas não acredita. Diz: "O meu caso é diferente!" Tolo mesmo é quem tenta argumentar com os apaixonados.

Começo minha inútil meditação com um verso terrível de T. S. Eliot. Ele está rezando. Ele sabe que somente Deus tem poder para lidar com a loucura da paixão. Ele reza assim: "...e livra-me da dor da paixão não satisfeita, e da dor muito maior da paixão satisfeita".

Todo mundo sabe que a paixão não satisfeita dói. Mas poucos sabem que a paixão só existe se não for satisfeita. A paixão é um desejo de posse que, para existir, não pode se realizar. Como a fome: depois do almoço a fome acaba...

Paixão é fome. Ela só floresce na ausência do objeto amado. Mais precisamente, ela vive da ausência do objeto amado. Não se trata de ausência física, o objeto amado distante, longe. A dor da ausência física tem o nome de saudade. Saudade tem cura. A saudade é curada quando o objeto volta. A dor da paixão é diferente. Não tem cura. A saudade do objeto amado, mesmo quando ele está presente, é o perfume característico da paixão. Cassiano Ricardo sabia disso e escreveu:


"Por que tenho saudade/ de você, no retrato, ainda que o mais recente? /
E por que um simples retrato, /mais que você, me comove, se você mesma está presente?"


Que coisa mais esquisita! Como pode ser isso? Como pode se sentir saudade de algo que está presente? A resposta é simples: a gente sente saudade de uma pessoa presente quando ela está se despedindo. Cecília Meireles, desenhando sua avó morta, a quem ela muito amava, disse: "Tu eras uma ausência que se demorava; uma despedida pronta a cumprir-se." Dirão: "É natural. A avó já era velhinha..." É verdade. Mas o que caracteriza o olhar apaixonado é que ele percebe, no rosto da pessoa amada, essa ausência que se anuncia e essa despedida pronta a cumprir-se. O apaixonado pensa que sua paixão tem a ver com o objeto. Ele não sabe que foi o seu olhar que o tornou encantado. Os poetas são pessoas apaixonadas pela vida. E a sua paixão faz com que ela, a vida, apareça sempre banhada por uma luz crepuscular. Rilke perguntava, sem esperanças de resposta: "Quem foi que assim nos fascinou para que tivéssemos um ar de despedida em tudo que fazemos?" É o olhar da pessoa apaixonada que cria a imagem do objeto da paixão. É sobre Cecília Meireles que o Drummond escreve. Mas sua descrição, eu creio, se aplicaria a todos os objetos da paixão:


Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços de sua presença entre nós, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos. Distância, exílio e viagem transpareciam no sorriso benevolente... que confirmava a irrealidade do indivíduo.


A dor da paixão não satisfeita é essa: o apaixonado deseja possuir o objeto do seu amor, mas ele escapa sempre. Por isso ele sofre. Movido pela dor, quer possuí-lo. Não sabe que, para que sua paixão continue a existir, é preciso que ele continue escapando sempre. A paixão só ama objetos livres como os pássaros em vôo.

"...e da dor muito maior da paixão satisfeita".

A dor da paixão não satisfeita é iluminada por uma alegria. O apaixonado vive na presença de que um dia ele possuirá o objeto da sua paixão. Mas a "dor muito maior" da paixão satisfeita não tem mais esperanças. O objeto se desfez. Ela vive na tristeza do objeto perdido.

Escrevi uma estória sobre isso. A Menina era apaixonada pelo Pássaro Encantado. Mas ela sofria porque o Pássaro era livre. O Pássaro Encantado era sempre uma ausência que se demorava, uma despedida pronta a cumprir-se. O Pássaro lhe disse que era preciso que fosse assim, para que eles continuassem apaixonados. Ele sabia que a paixão ama pássaros em vôo. Mas a Menina não acreditou. Prendeu-o numa gaiola.

Gaiola? Há as feitas com ferro e cadeados. Mas as mais sutis são feitas com desejos.

Esquisito o que vou dizer: a alma é uma biblioteca. Nela se encontram as estórias que amamos. Romeu e Julieta, Abelardo e Heloísa, O paciente inglês, As pontes de Madison, Amor nos tempos do cólera, A menina e o pássaro encantado. As estórias que amamos revelam a forma do nosso desejo. Delas, escolhemos uma. É a nossa gaiola. Gaiola na mão, saímos pela vida à procura do nosso Pássaro. Quando imaginamos havê-lo encontrado – que felicidade! Ficará feliz em nossa gaiola. Será o amante da nossa estória de amor: eu para você, você para mim... Nós o colocamos lá dentro e pedimos que nos cante canções de amor.

Acontece que o Pássaro também tinha a sua estória. E era outra. Todo Pássaro deseja voar. Ele bate suas asas contra as grades, suas penas perdem as cores e o seu canto se transforma em choro. E, de repente, ele se transforma. Não mais o reconhecemos. É um outro. Essa é a razão por que a dor da paixão satisfeita é muito maior.

Contada assim, a estória parece ter um vilão e uma vítima. A verdade é que os dois são vilões, os dois são vítimas. O desejo da gente é sempre engaiolar o outro e levá-lo pelos caminhos que são nossos. Isso vale para tudo: marido-mulher, pai-filha, mãe-filho, patrão-empregado, professor-aluno... Não admira que Sartre tenha dito que "o inferno é o outro".

Não haverá uma saída. Lembro-me de um pequeno poema de Pearls que sugere a possibilidade de uma relação sem gaiolas:


Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa.
Você faz a sua.
E quando nos encontramos,
é muito bom. 



Rubem Alves - Jornal Correio Popular - Campinas - SP (18/07/1999)

DE QUEM PRECISAMOS NA NOSSA VIDA?

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

Que venha o próximo...Ano

Como se eu tivesse escrito...



Ó Deus, estou confuso, desnorteado, inseguro, perturbado, triste. Pensei que esta crise iria acabar logo e ela não acabou. Sinto-me preso em uma cela sem janelas. Não vejo o sol há muitos dias. Só vejo sombras. A escuridão me rodeia. Não enxergo o que há de bom nesta vida.
Minha memória está contra mim. Não consigo me lembrar dos acontecimentos bons do passado. Por outro lado, minha mente está catalogando todas as lembranças, até pormenores desagradáveis, de acontecimentos maus.
Vejo sofrimento em toda parte, até onde ele não existe. Os maus sofrem e os bons também. Antes era assim, agora é assim e amanhã será assim.
Ando preocupado demais com meus familiares. Estou com medo de um adoecer, do casamento de outro se acabar. Imagino – alarmista – acidentes de trânsito ou acidentes morais envolvendo algum querido. Estou sensível demais. Meu amor por meus familiares anda estranho. É um amor nervoso, cheio de apreensões e esquisitices.
Tenho dificuldade de ler a Bíblia e de orar. A comunhão contigo, outrora fácil, está agora difícil. Aquela sensação de que tu me abençoavas dia após dia praticamente acabou. Estou vivendo pela fé e não por emoções. Minhas certezas estão em queda. Ainda me resta um pouco de bom senso, que estou segurando com ambas as mãos para que não se perca. Com esse resto de bom senso, estou lidando com minhas culpas. Estou resistindo, estou clamando, estou esperando.
Ó Deus, perdoa-me por me encontrar desse jeito. No momento, eu não sou eu. Sou outro. Sou um estranho até para mim mesmo. Sem dúvida, estou doente. Preciso de tratamento. Tem misericórdia de mim, Senhor! Cura-me totalmente. Torna a dar-me alegria, estabilidade emocional, segurança pessoal. Livra-me desta dor apertada no peito, de quem está assutado e medroso. Aumenta as minhas certezas e a minha fé. Aumenta a minha esperança de cura e a minha esperança de novos céus e nova terra, onde não haverá tristeza nem dor, nem guerras, nem mortes. Socorre-me nesta hora, ó meu Senhor. Peço-te este livramento em nome de Jesus! Amém.
Nome do texto: 

Clamor pela Alegria


Revista Ultimato setembro-outubro de 2011.

Discurso e Indignação sobre os Animais Abandonados = AÇÃO





Pessoas, estava tentando ajudar uma super amiga, na verdade, comadre que mora em SP, com a venda de rifas de causa animal. Coloquei no meu blog brechó e, para meu espanto, quando fui ver o orkut da minha amiga, meu apelo postagem não rendeu um número sequer da rifa de  DOIS REAIS vendido. Isso porque correrá pela Loteria Federal, porque tem um álbum aberto no orkut para todos verem como está sendo usado o dinheiro das rifas. Ela resgatou 7 gatos abandonados - a mãe e 6 filhotes, sendo que já tem 13 seus.
E o que me causa verdadeiro asco é o número de "curtições" no Facebook dos links de perfis de adoção de animais abandonados, de resgates desses, etc e tal. Na lata, tá: fazer discurso e bater palma é legal, ter o nome ali como quem concorda é legal mas comprar um número de rifa de R$2,00 concorrendo a algum prêmio LEGAL tb, não aparece cliques. Cadê todo mundo que fala alto aos quatro ventos que apoia causas animais? Falar e não fazer absolutamente NADA é MEDIOCRIDADE E HIPOCRISIA. Quem faz isso, deve abandonar o discurso, sair de fino que  ninguém atormentará com esses papos e pelo menos a verdade fará parte da vida, certo? e essas pessoas  podem dormir tranquilas enquanto alguns tem a coragem de tomar atitudes grandiosas, resgatando esses animais, sem ter condições pra isso e contando com a GRANDE solidariedade do povo brasileiro e testando o discurso geral. Ou tb, não é menos importante, ajudar comprando um número de rifa, que foi o que eu fiz e faço em todas as rifas que a minha amiga Tânia estava fazendo nesses últimos dias, depois que resgatou essa família de 7 gatos.
Desculpem, acho que o texto ficou agressivo....mas estou agressiva e em se falando desses assuntos, literalmente me inflamo.
Já resgatei cachorro de rua sabendo que não poderia ficar com eles, mas fiz minha parte.
Uma das mais belas ações do meu marido, que está gravada no meu coração, é ele ter recebido uma parte do PL e 15 minutos depois ter visto um cachorrinho safado quase indo para a rodovia. Fez o retorno, abriu a porta do carro, e o cachorro com  a coleira do Palmeiras, com carrapatos e carrapichos, entrou numa carreira só dentro do carro, pulava no colo dele, queria lamber, todo feliz, o rabinho balançando freneticamente. Levamos direto para uma clínica veterinária e ali meu namorido deixou o valor exato do PL. O cachorro foi doado com a maior facilidade: tomado banho, castrado, curado (tinha sido atropelado), vermifugado. Minha alma se aquece em lembrar daquele cachorro palmeirense que ganhou uma coleira nova tb. Nada contra o Palmeiras já que meu marido é Palestra Itália roxo, mas coleira imunda, de quinta categoria, toda esfacelada, num cachorro lindo, alegre, limpo e fofo, não combinou. Esse foi um dos resgates que fizemos. Estou querendo confete? De jeito nenhum. Estou dizendo que temos 4 gatos, com certeza todos resgatados de situação de abandono, não posso ter cachorro e nem mais nenhum animal, nossas despesas são além do limite de ganhos mas eu me sinto na OBRIGAÇÃO MORAL de fazer alguma coisa quando posso. E quando não posso, tento poder. E ter um marido que pensa assim, é pra mim, uma de suas maiores qualidades.
Espero poder contar com alguma leitora desse post doido e ao mesmo tempo, tão sério.
Ficarei muito feliz se conseguir que alguém procure a Tânia e compre um número de rifa.
Beijos, meninas e meninos!

REFLETINDO SOBRE A MULHER ATUAL



PRECISO DEIXAR CLARO QUE ESTAS SÃO MINHAS REFLEXÕES, COMO MULHER DE HOJE E BASEADA NAS MINHAS VIVÊNCIAS/PERCEPÇÕES E NESTE EXATO MOMENTO (O CONTEXTO É SEMPRE IMPORTANTE!). TENHO PLENA CONSCIÊNCIA QUE A IDÉIA NÃO ESTÁ FORMATADA AINDA NEM PRA MIM.
NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE E A COBRANÇA CULTURAL INCUTIDA EM NÓS MESMAS SEMPRE FOI DE REALIZARMOS VÁRIAS FUNÇÕES: MULHERES POLIVALENTES. MESMO QUANDO A HISTÓRIA MOSTRA QUE NOSSAS ANTEPASSADAS NÃO PODIAM TOMAR DECISÕES, NÃO PODIAM VOTAR, NÃO TINHAM LIBERDADE DE IR E VIR, DE TRABALHAR E TER OUTRAS REALIZAÇÕES NA VIDA, EU PENSO QUE SEMPRE TIVEMOS QUE TER VÁRIAS FACETAS E APTIDÕES.
QUE CADA UMA TEM SUA PRÓPRIA CAMINHADA E ESCOLHAS, É INDISCUTÍVEL.
QUE CADA MULHER TEM SUAS PREFERÊNCIAS E REALIZAÇÕES, TAMBÉM.
MAS ACHO QUE ESTAMOS CADA VEZ MAIS NOS DEIXANDO MODELAR POR CHAVÕES QUE ESTÃO FICANDO VERDADEIROS;
SOMOS TÃO CONSUMISTAS, QUE BOICOTAMOS NOSSOS PRÓPRIOS SONHOS;
SOMOS TÃO EMOCIONAIS, QUE NOS DERRUBAMOS MAIS FACILMENTE QUE OS HOMENS. E DECEPÇÕES SÃO MAIS VELHAS DO QUE ANDAR PARA A FRENTE.
NOSSOS INTERESSES ESTÃO FICANDO MAIS RESTRITOS A PONTO DE PODERMOS TAXAR OS TIPOS DE MULHERES? AS QUE PENSAM/FALAM/COMPRAM/USAM MAKES E COSMÉTICOS SÃO BARBIES?
AS QUE FREQUENTAM BIBLIOTECAS, COMPRAM E LÊEM UM SEM NÚMERO DE LIVROS SÃO INTELECTUAIS E CHATAS?
AS QUE NÃO ESTÃO EM NENHUMA DAS ANTERIORES, SÃO SERES DESCONHECIDOS OU VAGANTES PELO MUNDO?
ACREDITO QUE PODEMOS TENTAR DESENVOLVER NOVOS HÁBITOS, CONHECER CAMPOS NUNCA VISITADOS, DAR ATENÇÃO EQUILIBRADA A CADA ASSUNTO - NADA DE 8 OU 80.
VAMOS LER MAIS, CONVERSAR MAIS, PASSEAR MAIS, EXPERIMENTAR MAIS, VER MAIS FILMES, ESCUTAR OUTROS ESTILOS DE MÚSICAS, FAZER NOVAS AMIZADES, TROCAR EXPERIÊNCIAS, PERCORRER NOVOS CAMINHOS?
CONCLUO ESSA MINHA REFLEXÃO DESORDENADA, COM UMA FRASE QUE ME MARCOU MUITO DO FILME TITANIC. A CONVERSA ERA ENTRE A PERSONAGEM PRINCIPAL, "ROSE" E SUA MÃE (HORRÍVEL OU REALISTA OU A-VIDA-ME-ENDURECEU? NÃO CHEGUEI A UMA CONCLUSÃO SOBRE ESTA MULHER...) A FILHA, DE PENSAMENTO À FRENTE DE SEU TEMPO, RECLAMAVA SOBRE A RESTRIÇÃO VIVIDA PELAS MULHERES. E A MÃE, EM CERTA ALTURA DA CONVERSA, AFIRMA:

"SOMOS MULHERES. NOSSAS ESCOLHAS NUNCA SÃO FÁCEIS".

NÃO A MULTIPLICIDADE DE PAPÉIS MAS SIM DE INTERESSES E CONHECIMENTOS.
MENOS RESTRIÇÃO, MAIS AMPLIDÃO...
INCLUSIVE AO QUE VOCÊS PENSARÃO DESTA POSTAGEM. EU MESMA NÃO ME ENTENDI...HEHEEHEHEH....MAS PELO MENOS ESCREVI O QUE ME INCOMODAVA, QUEM SABE VCS NÃO ME AJUDAM A ORGANIZAR ESTA IDÉIA!
BEIJOS!
LIZA ALESSA